Comunidade acolhedora
Idade, aparência, status: nada faz diferença pros membros entre 25 e 65+ anos buscando conversas e companhia.
Ideal para os introvertidos
Os tímidos (e até os autistas) não precisam pensar em como interagir: o tema da semana guia a conversa.
Todo encontro é ao vivo
Em domingos intercalados, Enrique Sem H media 2 horas de encontro sem excluir nem forçar ninguém.
Respeitando a privacidade
Encontros não são publicados na internet e apenas os membros podem participar ao vivo na data marcada.
Encontros rolam em videochamadas quinzenais.

A cada duas semanas — sempre aos domingos das 16h30 às 18h30 — até 24 membros participam de uma videochamada ao vivo pelo computador, notebook, celular ou tablet em duas modalidades intercaladas que se repetem o ano todo:
Encontros temáticos
Conversas sobre a experiência de ser gay.
Encontros livres
Papos soltos para aproximar os membros.
Exemplo:
06/09
Encontro temático.
20/09
Encontro livre 14 dias depois.
04/10
Encontro temático 14 dias depois.
18/10
Encontro livre 14 dias depois.

Mais de 70 homens gays já viveram amizades e romances pelo Clube.
As 2 horas de encontro precisam dar espaço para todos os membros interagirem.
Significa que além das gratuitas, as vagas restantes são reservadas assinando o Clube.
Novas vagas abrem apenas quando membros antigos saem.
Elas acabam rápido, por isso tento avisar pela lista assim que ficam disponíveis.

A assinatura do Clube reserva sua vaga para todos os encontros do período em que estiver ativa.
Não há cobrança extra além da mensalidade e dá para cancelar quando quiser.
1
Você assina para garantir sua vaga nos encontros.
2
Recebe um lembrete dois dias antes do próximo.
3
É convidado para entrar na sala privada no dia.
4
O grupo de gays explora o tema no encontro.
5
Nos despedimos e pulamos um domingo.
6
Nos vemos de novo no domingo seguinte.
O valor pago pela assinatura é congelado assim que ela é confirmada: você não será cobrado a mais enquanto a mantiver ativa.
A tabela a seguir lista o histórico de preços desde a fundação do Clube dos Gays Solitários em dezembro de 2025:
| Valor | Contexto |
|---|---|
| R$0 | 100% de desconto para homens em situação vulnerável (lotado) |
| R$97 | 49% de desconto para os primeiros 24 assinantes (encerrado) |
| R$129 | 32% de desconto atual e temporário para novos assinantes |
| R$159 | 16% de desconto como próxima faixa promocional (assim que R$129 encerrar) |
| R$189 | Valor inteiro |
Pessoas só conseguem se conectar através de conversas profundas quando sentem segurança.
Sem ignorar quem não pode pagar pela oportunidade, a precificação separa quem leva esse tipo de conexão a sério, dos curiosos e possíveis antagonistas.
Mesmo sendo uma iniciativa pessoal, os sistemas de comunicação e gerenciamento não são gratuitos. Pagamentos pelas assinaturas cobrem esses investimentos.
A renda também é revertida na publicação gratuita do Manual do Gay Solitário para homens gays sem acesso ao Clube terem as mesmas referências e soluções divididas nos encontros.
Diferente de um curso online ou produto digital, o Clube dos Gays Solitários é uma iniciativa com foco em autossuficiência em vez de vendas.
A escala é limitada a 24 vagas (contando com as gratuitas) e apenas um domingo quinzenal para preservar a qualidade dos encontros recorrentes.
O foco é entender a epidemia de solidão assolando homens gays adultos através de uma ação que reúne e apresenta esses rapazes uns aos outros.
Tem dado certo até agora.

Membros recebem um formulário de pesquisa anônima após os encontros para dividirem opiniões sem medo de julgamento.
Além dos encontros presenciais que já rolaram entre eles e as amizades/romances que se mantém até hoje, aqui estão alguns comentários sobre o Clube.
Adorei a experiência. Me senti enxergado e respeitado como em raros momentos da minha vida, especialmente num grupo de gays. O clima de amizade, sinceridade e acolhimento é verdadeiro.
Cada dia gosto mais do grupo porque é muito bonito acompanhar a evolução das pessoas e ver um espaço onde todos podem ser autênticos e ouvidos.
O encontro foi uma experiência muito especial. Poder compartilhar dores, histórias e vulnerabilidades com outras pessoas que passam por situações parecidas ajuda a ver que não estamos sozinhos.
O Enrique guia as conversas de forma impressionante. Ele é atento, empático e os meninos se comportam assim também. Sinto que faço parte de algo especial.
Aprender a se expressar.
Se tornar um bom ouvinte.
Recuperar a autoestima.
E romper o isolamento.
Quando pessoas com histórias parecidas finalmente encontram um espaço seguro para conversar, a solidão deixa de ser um problema individual e passa a ser algo que pode ser compreendido coletivamente.
Nós tivemos 15 encontros com temas diferentes nos últimos seis meses desde o lançamento do Clube: cada um servindo como peça no mosaico ilustrando a experiência de ser gay.
Começamos falando sobre a solidão das festas de fim de ano e identificamos os primeiros sinais de como homens gays têm o futuro negado. Foram conversas sobre pertencimento, expectativas e o medo de envelhecer sem relações significativas.
Depois mergulhamos nas máscaras sociais que aprendemos a usar para sobreviver.
Relatamos os anos tentando ser “a pessoa certa”, escondendo a espontaneidade, as opiniões, os gostos e as partes da própria personalidade na esperança de sermos aceitos.
Também discutimos a relação entre trabalho e vida social.
Descobrimos o trabalho funciona como um refúgio e prisão: carreiras oferecem estabilidade financeira, mas consomem a mesma energia usada para construir amizades, relacionamentos e comunidade.
Nesse caso, a solidão não nasce apenas da falta de pessoas, mas da falta de tempo, de previsibilidade e de margem emocional para respirar entre os desafios.
Talvez o encontro mais intenso tenha sido o dedicado à experiência de sair do armário.
Participantes de diferentes gerações compartilharam histórias que atravessavam décadas distintas, mas carregavam sentimentos parecidos de culpa e medo.
Alguns perceberam que gostavam de outros garotos ainda na infância. Outros só entenderam depois dos 30 anos de idade. Muitos descreveram uma sensação curiosa: parecia que as pessoas sabiam um segredo sobre eles antes de eles mesmos saberem.
Surgiram relatos sobre bullying, religião, tentativa de “cura”, medo de decepcionar a família, anos tentando namorar mulheres, a dificuldade de encontrar referências positivas e o impacto de crescer sem outros homens gays ao redor.
Também apareceram histórias de homens que encontraram apoio em amigos, professores ou na internet; outros que nunca tiveram alguém para conversar. Alguns tiveram famílias acolhedoras. Outros preferiram nunca tocar no assunto dentro de casa ou no próprio Clube.
Apesar das diferenças, quase todos reconheceram uma experiência em comum: viver durante anos tentando ocupar menos espaço do que realmente precisavam.
Essas conversas produziram uma percepção importante: grande parte das dificuldades da vida adulta não começa na vida adulta, mas na juventude ameaçada.
Homens de idades, profissões e cidades diferentes puderam compartilhar experiências sem precisar convencer ninguém de que esses sentimentos eram reais.
Toda a intimidade que expomos e a autenticidade que praticamos gerou romances, encontros presenciais entre novos amigos e grupos paralelos se dando suporte entre as quinzenas.
O Clube está se tornando exatamente o que nos propomos a torná-lo.
Obrigado a todos que participaram, ouviram, dividiram ou só estiveram presentes.
Nos vemos domingo.
— Enrique Sem H
Por que assumi esse trabalho?
Mesmo falando pra milhares de pessoas na internet, eu podia passar semanas sem conversar com alguém.
Sem família próxima, com poucos amigos e consumido pelo trabalho, eu tinha dinheiro para sobreviver, mas não tinha comunidade.
Quando procurei, não encontrei um grupo de gays parecidos comigo.
As opções disponíveis eram só os aplicativos de pegação ou as festas: ambos favorecendo vaidade e superficialidade, não conexão.
Sem disposição pra competir por atenção em ambientes superficiais, criei o espaço que faltava.
Um clube onde homens gays podem sentar, conversar sobre coisas profundas e simplesmente existir.